segunda-feira, 17 de julho de 2017

Desventuras

O candidato do PSD à CM de Loures fez singulares declarações sobre as comunidades ciganas existentes naquele concelho. Nada do que disse é novo, isto é, já no passado e em tristes tempos foram ouvidos juízos decorrentes de idêntica racionalidade. 

Atento o que parecia ser o consenso maioritário prevalecente no seio dos partidos representados na AR sobre questões ligadas à luta contra discriminação de minorias étnicas - facto de que Portugal sempre se orgulha no plano externo e que lhe tem valido alguns encómios em fóruns multilaterais - um silêncio da direção do PSD sobre estas declarações funcionaria como uma objetiva rutura desse consenso, deslocando o nome do partido para um terreno eticamente muito pouco cómodo. 

O PSD tem muito pouco tempo para "pôr os pontos nos is" neste assunto. É que a "cereja em cima do bolo" seria, naturalmente, um eventual elogio do PNR a tais declarações. 

6 comentários:

Anónimo disse...

Quem mora em Loures sabe bem do que ele fala.
Se houve Concelho que albergou comunidades ciganas ao longo dos anos em quantidade foi este.
Comunidades que se recusam a integrar na sociedade, que continuam a viver a seu belo prazer fruto de negócios na sua larga maioria ilegais e do RSI, a roubarem qualquer transeunte sem nunca serem admoestados pelas forças de segurança.
Vivesse o Sr. Embaixador nem junto destas comunidades e dar-lhe-ia toda a razão.

Anónimo disse...

Julguei que o candidato era do CDS. Mas, vai dar ao mesmo.

diogo disse...

que giro , tudo anónimos ...e querem vocês que o sr. embaixador diga outra coisa . calhando , vós mesmos são pró ciganos quando estão não anónimos . como diria a minha mulher : vão-se catar

Anónimo disse...

"Vivemos numa cultura de subsidiodependência". A frase é comum e, quando dita, não gera mais do que a habitual trauliteirada de baixa política.

Agora, substitua-se o plural que nos identifica enquanto povo por "ciganos".

"Os ciganos vivem numa cultura de subsidiodependência".

E já sabemos o que acontece...

Luís Lavoura disse...

já no passado e em tristes tempos foram ouvidos juízos decorrentes de idêntica racionalidade

Eu li as declarações do sr Ventura e não vi nelas quaisquer "juízos" nem qualquer "racionalidade". Vi apenas a descrição de factos objetivos. Esses factos podem ser verdadeiros ou falsos, mas é como tal que devem ser julgados - não como juízos.

O sr Ventura afirmou 4 coisas: que os ciganos viajam nos transportes coletivos sem pagar, e que isso é objeto de queixas de outros clientes desses transportes; que os ciganos ocupam o espaço no meio da rua na Quinta da Fonte; que os ciganos ocupam indevidamente casas de habitação social; que os ciganos vivem exclusivamente de subsídios. Tudo isto são factos (verdadeiros os falsos), não são juízos nem opiniões. O que há é que investigar se estes factos são verdadeiros.

Anónimo disse...

Caro LL

imagino que queira dizer afirmações. Facto quer dizer o que esta feito.

https://www.priberam.pt/dlpo/facto